É inadmissível e contra isso me insurjo, certamente como a maioria dos portugueses.
Um ex Presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, em funções na altura em que a crise financeira americana eclodiu e fez despontar a crise financeira na Europa que, posteriormente evoluiu para crise económica e para as chamadas "Crises das Dividas Soberanas" , pasme-se, veio a Portugal e perante dois jornalistas que lhe mostraram apenas os seus simpáticos sorrisos e não demonstraram ter conhecimentos ou espírito jornalístico para o confrontar com uma pergunta obvia.
Trichet, certamente por razões ligadas á idade, evidenciando, na melhor das hipóteses alguma senilidade mental, para não ter que reconhecer que se tratou de maldade ou provocação politico, afirmou perante dois jornalistas de uma reputada radio que lhe deu os seus microfones, que a crise europeia não teria acontecido se a Irlanda, a Grécia e Portugal tivessem cumprido o Pacto de Estabilidade e as regras da UE.
Ora, se há evidencia demonstrada e reconhecida por quem tem conhecimentos para o fazer e pela generalidade dos políticos e populações europeias, americanas e por todo o mundo, é que a Crise teve origem na falta de regulação dos Bancos e Instituições financeiras americanas, na falta de controlo, especulação e procura de lucros como se num casino estivessem a operar.
Vir, um ex presidente do Banco Central Europeu, falar nesse passado e origem da crise europeia e mundial, omitindo esse "pequeno" pormenor, é, ou maldade, ou incompetência, ou provocação politica, ou tudo junto, com o descaramento de o fazer dentro de portas de qualquer um dos países por ele referidos.
Tão mal quanto ele, estiveram os jornalistas que o entrevistaram, incapazes, por desconhecimento ou por postura subjugada, de lhe lembrar esse pormenor.
Em boa verdade, tão ilustre personalidade e sapiência, não deveria sair de Portugal sem que o Primeiro Ministro ou alguém por ele encarregue, lhe oferecesse uma lembrança que lhe recordasse, para o resto da vida, esta sua visita.
Uma peça da Vista Alegre costuma ser usual, a quem nos estima. Neste caso, para que mais e melhor se pudesse lembrar de Portugal, uma boa peça de porcelana das Caldas da Rainha, seria muito adequado, por ser bem nacional.
sábado, 7 de outubro de 2017
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
O fim dos tempos do Diabo ?
1 - Passos
Vamos com calma. Ouvi toda a noite comentadores dizer que a época de PPC, a do diabo, acabou ontem.
Será mesmo assim?
O que ele disse foi que não se demitia, que não irá candidatar-se á presidência do PSD no futuro, depois das primarias que serão em dezembro, uma eternidade, em política.
Mas acrescentou que, se pretendesse fazê-lo, tinha apoios no PSD e argumentos para o fazer.
Na pratica, isto dá para tudo. Fazer o numero da saída mas ficar até ás directas em dezembro, provavelmente, depois poder dizer que por imperativos nacionais, blá, blá, blá... e apresentar os tais argumentos e apoios e... FICAR.
E, falando sobre isto, passou um exagero de tempo, em directo nas televisões, a dizer que não está agarrado ao poder, que não quer dar argumentos para o acusarem de estar agarrado !
Talvez, pelo ponto a que o PSD chegou, pelas pressões internas, dos que entendem que se desviaram e muito da social democracia e das referências do partido, mas também pelas pressões que alguns desejosos de poder e de tomar o seu lugar, apenas isso, sem preocupações se se desviaram para o neo liberalismo, para a direita fascisante ou não, apenas o poder, seja obrigado a retirar-se, de facto.
Mas, tenhamos calma, destes cenários até ao que vou ouvindo sobre o fim do ciclo de PPC... pode ir uma longa distancia.
A ver vamos. Mas, concordo que o cadáver está há tanto tempo exposto, que não poderá deixar de ser definitivamente enterrado. Bem fundo.
2 - Cristas
É difícil por vezes, ver como tantas pessoas, mesmo com opções de esquerda, se deixam embrenhar na confusão dos números e dos resultados eleitorais.
Não se entendem os festejos, as canas e os foguetes, o clamar de "estrondosa" vitoria de A. Cristas e do CDS e, muito menos, o reconhecimento dos comentadores e analistas que povoam as rádios, os jornais e as televisões.
Ter-se-ão esquecido, as pessoas, que Cristas é a mesma do discurso balofo, populista, que cada vez que o Governo obtém um resultado positivo seja no crescimento, no emprego, nas contas publicas, onde quer que seja, ou um reconhecimento de mérito de qualquer entidade internacional, corre aos microfones para dizer que foi mérito do seu governo e de Passos Coelho?
Ter-se-ão, algumas as pessoas, esquecido de que se trata da mesma pessoa que em política dá o dito por não dito, hoje é branco e amanhã é já a cor que mais convenha?
Ter-se-ão as pessoas e comentadores esquecido que se trata da mesma pessoa que, enquanto ministra deu acordo a um e-mail da ministra das finanças sobre a resolução, leia-se liquidação de um Banco, sem ver, sem discutir ou analisar ?
E que, mais tarde, veio publicamente dizer que estava em férias, nem leu e apenas deu o sim ao que a outra ministra lhe pedia, por lhe ter sido dito que era muito urgente ?
Ter-se-ão as pessoas e comentadores esquecido do grau de irresponsabilidade, de populismo e anseia de poder a qualquer custo que a "vencedora" encerra ?
E, poder-se-á falar de "estrondosa" vitoria ou sequer dar importância a um partido com tanta implantação que se traduz em não cinco mas seis câmaras municipais ?
Que o resultado em Lisboa salta para uma evidencia inesperada devida á desastrosa derrota do outro partido de direita, isso, é um facto.
Mas, quer um quer o outro, não podem falar, cantar ou apregoar vitorias nas eleições autárquicas.
Trata-se, tão somente, da prova do que o discurso e a postura balofa , irresponsável e populista podem fazer.
Com muita falta de vergonha á mistura.
E, por aqui me fico ... que se faz tarde.
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Sem retirar uma grama do valor da vitoria e do trabalho de Inês Medeiros, que muito estimo, e da Equipa que a acompanhou !
Sem retirar uma grama do valor da vitoria e do trabalho de Inês Medeiros, que muito estimo, e da Equipa que a acompanhou !
É verdade que temos não "n" mas "n+1" comentadores políticos, analistas, especialistas, jornalistas e pessoas que levam os seus dias a meditar nestas coisas para mais tarde nos encherem as casas e os ouvidos com as suas conclusões.
Desvalorizo até o retorno que isso lhes possa dar.
Desvalorizo até o retorno que isso lhes possa dar.
É difícil, para mim, compreender como tanta gente fala das pesadas derrotas do PCP, á cabeça a Camara de Almada, os "roubos" de votos que o PS terá feito ao PCP, e o Bloco, e ..., nem sei mais quem.
E nenhum deles, pasme-se, se deu ao cuidado de analisar a base social de apoio a cada uma das forças políticas, a sua manutenção ou alteração.
Dou de barato que, EM PARTE, só em parte, as analises estejam certas.
Mas, com os diabos, embora aqui do diabo não se trate, e a composição social, as alterações demográficas, não contam? ninguém pensou ou é como no caso dos livros "pró menino e prá menina" que só o Ricardo Araújo Pereira se deu ao trabalho de ver, com os dois que a terra há-de comer, bem abertos ?
Mas, com os diabos, embora aqui do diabo não se trate, e a composição social, as alterações demográficas, não contam? ninguém pensou ou é como no caso dos livros "pró menino e prá menina" que só o Ricardo Araújo Pereira se deu ao trabalho de ver, com os dois que a terra há-de comer, bem abertos ?
É sabido que em governações anteriores , nem vale a pena mencionar o nome da ministra, correu com muitas famílias das suas casas em Lisboa, reservando a cidade para turistas, que são bem vindos mas não podem substituir a população local, lisboeta.
É sabido que o preço do imobiliário em Lisboa subiu de forma acelerada e está a níveis proibitivos para os rendimentos da classe media portuguesa,
É sabido que muitas dessas famílias, classe media, do sector terciario, procurou alternativas na periferia e no outro lado do rio, Almada.
Aliás, como antes do 25 de Abril, quem vinha do interior para Lisboa, trabalhar, assim era obrigado a fazer.
E, até já muitos dos que nos visitam, que não são parvos e na grande maioria vivem em cidades onde fazer diariamente 20 minutos de barco nada os atrapalha, tomaram também, em muitos casos, essa opção de ficar na outra margem do rio. Almada está também a encher-se de "hostals".
Mas interessam os de cá, os que votaram.
e, nesses, houve, de facto, uma enorme alteração da base social social de apoio do Partido Comunista.
e, nesses, houve, de facto, uma enorme alteração da base social social de apoio do Partido Comunista.
É, a meu ver, colocar o ónus no PCP, rápido e direito, ou no PS, a não ser que se analise com intuitos sombrios de promover "guerras e desconfianças" entre eleitorados e militantes dos dois Partidos.
Por mim, respiro fundo duas ou três vezes antes de pensar, e, sobretudo, de o dizer dessa forma ou escrever.
E, com esta me vou ... que se faz tarde !
Veronika Isenberg deu a noticia a Mario Soares sobre o que na madrugada de 25 de Abril se passava em Portugal
Veronika Isenberg foi antiga Directora do Departamento internacional da Direcção Nacional do SPD e do Governo alemão em 1974 ( 25 de Abril) e nos anos do PREC em Portugal.
Vive actualmente em La Rochelle, na Charante Maritime, em França, e encontramo-nos hoje na Fundação Mario Soares e conversamos sobre coisas extremamente interessantes passadas nessa época.
Por exemplo, o apoio financeiro conseguido por Mario Soares e dado a Portugal nesse período difícil pela então RFA liderada por Willie Brandt e pela Suécia liderada por Olof Palm.
Contou-me como foi muito cedo que, no inicio da madrugada do dia 25 de Abril ouviu numa radio francesa que o MFA estava a controlar as operações em Portugal .
E, como tinha ela própria preparado uma agenda para que Mario Soares se encontrasse, ás 1o horas, com o Governo alemão, foi ela avisar Mario Soares ao hotel sobre o que se passava em Portugal e cancelou toda a agenda preparada.
Tudo isto antes, durante e depois da Conferencia " A Europa Connosco", realizada na FMS e no final da qual foi lançado o livro editado pelo meu amigo Dr. Antonio Baptista Lopes ( Ancora Editora) que continua a dar á luz do dia obras de excelente qualidade - O socialismo e o PS em Portugal, coordenado por Fernando Pereira Marques e participado e prefaciado por Antonio Reis.
ONDE CHEGOU A PUBLICIDADE - Os criativos de agora, já entraram na "escola do Vale Tudo"
Vai muito longe o tempo em que um bom anuncio, um "spot" publicitário bem pensado, lançado por bons criativos, com cultura suficiente para trabalhar uma ideia, uma imagem ou uma frase que conseguisse permanecer na memória e nos ouvidos das pessoas por mais de meio século, visse a luz do dia.
Hoje em dia, na publicidade como, infelizmente, em muitos outros sectores da nossa vida, educação e cultura, essencialmente, a escola do Vale Tudo fez furor e parece estar para durar e se multiplicar.
Tão somente porque as pessoas a aceitam, não protestam e vão comendo o que ela lhes dá.
Dou dois exemplos recentes e muito concrectos.
Um, o anuncio do Montepio no qual, depois de um texto normal, mas sem nada a criticar, conclui, de uma mão para a outra : " o que seria do amarelo se não gostássemos de coisas diferentes ?"
Bom, não se percebe mesmo a preocupação e a conclusão sobre o amarelo. Porque não do AZUL, do verde ou do vermelho ?
Escrevi AZUl, com maiúsculas, por ser a cor do meu Belenenses, fica esclarecido. Mas tenho esse critério. Da mesma forma que o amarelo é, presentemente, antes foi azul durante mais de um século, a cor do Montepio.
A conclusão, o amarelo, é forçada e soa despropositada.
E o mesmo se passa com o anuncio do Novo Banco.
Resolveu criar uma coisa que não existe sequer no dicionário da língua portuguesa, por onde os "criativos" das agencias publicitarias não estudaram, por certo.
Raios.
Ao menos podiam ter criado qualquer outra coisa, um cofre mais forte para as poupanças, melhores taxas de juro para as aconchegar e fazer medrar.
Agora, uma "pouparia" ... !
Raios.
O que me aprece grave nisto tudo, é o facto de notar uma total ausência de imaginação, a ideia de que vale desde que seja novo, mas disparatado. E como sei que qualquer campanha publicitaria tem, obrigatoriamente, e mesmo passando antes pelo crivo dos técnicos de marketing, do director, por aí acima na estrutura interna da empresa, que passar por uma aprovação num Conselho de Administração... mais perplexo fico.
Daí, estar eu a um passo de concluir que o desnorte que tem andado pela Banca, a ver pelos exemplos referidos, provavelmente iguais aos que se passarão noutras instituições, terá muito a ver com os tolos de alguns administradores que as governam, ou não.
Valha-me alguém !
E, com isto me vou ... que se faz tarde !
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
"Viva Lisboa" que me adoptou e "Viva Viseu" que me criou.
Sinceros Parabéns ao Presidente da Camara Municipal da minha cidade, Viseu.
As eleições autárquicas são, ainda e felizmente, em alguns círculos, um voto menos ideológico, menos de grandes opções partidárias e mais uma avaliação da competência, do trabalho realizado, quando é o caso de o mandato ser de continuidade, da seriedade , honestidade do candidato e da equipa que com ele avança.
Nas minhas cidades, Lisboa e Viseu, direi que estou "bem servido" ... de Presidentes.
Sinto-me bem com Fernando Medina e sinto-me bem com Almeida Henriques.
Voto em Lisboa e não faço batotas, votei uma vez, claro.
Não tenho qualquer duvida que os Presidentes das minhas Cidades são Homens sérios, honestos, competentes, solidários e democratas, em resumo, bons como Homens e bons Presidentes.
Como homem livre que sou, apresso-me a saudar e dar Parabéns aos "meus" presidentes.
Viva Lisboa que me adoptou e Viva Viseu que me criou.
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