domingo, 11 de março de 2018

Visitei a barragem de Fagilde, perto de Viseu.

O caminho por aldeias  muito bonitas, casas de granito , capelas antigas, pelourinhos e gente do campo,  é agradável e recorda o mundo rural, acolhedor, simples  e fraterno de outros tempos.
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 A barragem  de Fagilde passou  para os telejornais no ultimo ano por ser um sitio onde AINDA  se pode encontrar um liquido precioso, a ÁGUA.


Em breve,  a continuar  a rarear desta forma o liquido essencial á vida, um mero copo de agua, meio cheio  ou meio vazio,  vai ser noticia de telejornais,  quando a agua passar a ser uma mera miragem.



 A albufeira da barragem tem agora água mas ainda está bastante assoreada.







A fabrica de papel PEXTRAFIL  foi, em tempos,  uma muito importante unidade  empresarial e geradora de emprego desta região.


Em miúdo,  sabia de uma gaveta onde havia mortalhas para cigarros, da marca Pextrafil e fartava-me de brincar a retirar os papelinhos de seda , um a um,  até  dar cabo por completo de cada embalagem do tamanho  de um   pacote  de açúcar, pouco mais.


 A ainda entrada da fabrica de papel Pextrafil.




E,  depois  deste curto  mas agradável  passeio,  nada melhor  que   apreciar o cetáceo.

Mais uma  lampreia, para a  conta  já longa  de 2018.  



segunda-feira, 5 de março de 2018

90º aniversário de Carlos Costa, membro ilustre do Trio Odemira


Um almoço comemorativo dos 90 anos do amigo Carlos Costa, na passada sexta-feira, dia 3 de Março, entre amigos que se costumam encontrar  sem necessitarem de outros motivos, sempre organizados pelo  nosso querido Antonio Baptista Lopes, editor da Ancora.  

O grande Mestre da banda desenhada portuguesa, José Ruy,








José Ruy


Carlos Costa, do Trio Odemira,  o conjunto que quando eu tinha oito anos  e venci  o concurso das Construções na Areia / DN, na Figueira da Foz,  me entregou, á noite no Casino,  o prémio, a minha primeira bicicleta !

domingo, 4 de março de 2018

Pedro Barroso no Tivoli BBVA - um concerto para não mais esquecer


Foi uma noite  para encher os sentidos de sensações boas,  coisas  que só  se usam ou  se levam á mesa em dias muito especiais.

Uma imensa manta  de amizade  envolveu  tudo e todos. O palco, os músicos, o Pedro, a plateia, os corredores do Tivoli e, penso, que ainda  deu para ser sentida por quem, a essa hora,  descia calmamente a avenida da Liberdade.

Sim, porque foi também, para além de  um longo hino á amizade,  outro imenso hino á liberdade.

Aconchegadinhos e todos envoltos na manta de amizade, saborearam-se  nectares   raros  que só os poemas  bem escritos e depois muito bem ditos,  deixam  exalar.

Os sentidos tocaram  ao de leve, para não as estragar, as canções que  desde sempre andaram e andam  nos corações e  nas gargantas  daquela gente, muita,  que encheu o Tivoli.

Os olhos puderam descansar na tranquilidade  do palco, na sobriedade e iluminação quanto bastasse e na postura  discreta  mas sempre  dando  sinais de amizade e vivas á liberdade  de todos os que estavam em palco.  Houve vezes,  em  que os sentidos  ficaram em alerta, por uma luz  vertical, por outra transversal ou  por outra ainda lá de trás,  que  o poeta, escritor, amigo, sonhador, cantor, musico  e ... não, engatatão era  o Antonio, no dizer dele,  a quem  a assistência desta noite no Tivoli prestou uma sentida homenagem  feita de muitas palmas, aquela que  a imprensa, as rádios e televisões se esqueceram de  fazer quando  nos deixou. Ou não tiveram tempo  ocupados que estariam  com  as coisas mesquinhas  que por aí andam.

Foi noite de  reviver e recordar com o coração  o nosso Zeca.  De inconfidências   calculadas e não abusadas.  De Leiria para cima,  todos nós  fomos  esta noite de esquerda.  Até um antigo ministro das finanças que,  felizmente para ele,  á esquerda não deve nada. E fez questão de  também estar connosco  no camarim do Pedro, no final  daquela noite memorável.  É que,  felizmente,  as pessoas  não  são  os rótulos  que  lhes colocam  ou que  querem  usar.
Pessoas são ..., como  se explica? ...  como posso definir? ...  pessoas  são ...  já sei,  gente como o Pedro,  enormes no sentir, grandes  no saber, no dar,  no abraçar,  no saber ser digno de receber,  ... são fraternas, pois então.

E  por aqui tenho que ficar. vou colocar um cd que o Pedro já fez mais um favor de me dedicar e assinar.
Se as imagens valem por muitas palavras,  as palavras do Pedro valem  por  muitas imagens, cada uma.
Abraço ó meu irmão Belenenses !


 Sempre gostei de chegar cedo e ver  a "casa"  compor-se, encher.



E  assim  foi  ficando .




Até  que  o palco ganhou vida  e  o Tivoli se  juntou, palco e plateia num só.




























E  foi  a hora  de visitar o Pedro,  já no camarim  mas ainda sem   o quarto de hora de descanso  recomendável  mas por ele sempre adiado.


 No  camarim, o grupo de amigos, com  o Pedro Barroso, logo após o espectáculo.